Início › Artigos › O que é CSLL e como funciona? Guia completo 2026

O que é CSLL e como funciona? Guia completo 2026

Atualizado em 15/09/2026 · tributos-federais
O que é CSLL e como funciona? Guia completo 2026

Resposta rápida: A CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) é um tributo federal criado pela Lei 7.689/1988 que incide sobre o lucro das empresas. Sua arrecadação financia a seguridade social — previdência, saúde e assistência. A alíquota geral é de 9%, aplicada sobre a base de cálculo do regime tributário adotado.

O que é a CSLL

A CSLL é a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, um tributo federal administrado pela Receita Federal do Brasil. Foi instituída pela Lei nº 7.689/1988 e tem natureza de contribuição social, categoria diferente dos impostos comuns porque sua receita possui destinação constitucional específica.

Diferente do que ocorre com impostos como o IRPJ, cuja arrecadação vai para o caixa geral, a CSLL é vinculada ao financiamento da seguridade social, conforme o artigo 195 da Constituição Federal. Na prática, a CSLL costuma ser apurada em conjunto com o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, já que ambos partem do resultado (lucro) da empresa. Para entender a diferença entre os dois tributos, vale conhecer também o IRPJ.

Como funciona a CSLL

A CSLL incide sobre a base de cálculo que reflete o lucro líquido da empresa, mas a forma de apurar essa base depende do regime tributário escolhido:

Lucro Real

No Lucro Real, a base de cálculo é o lucro contábil do período, ajustado por adições, exclusões e compensações previstas na legislação. É o regime que mais se aproxima do resultado econômico efetivo da empresa. Empresas com faturamento elevado ou obrigadas por lei costumam recolher por esse método.

Lucro Presumido

No Lucro Presumido, a base de cálculo da CSLL é obtida aplicando-se um percentual de presunção sobre a receita bruta. Esses percentuais variam conforme a atividade:

Tipo de atividade Percentual de presunção (base CSLL)
Comércio, indústria e a maioria das atividades 12%
Prestação de serviços em geral 32%

Sobre a base assim apurada aplica-se a alíquota da contribuição.

Simples Nacional

As empresas optantes pelo Simples Nacional não recolhem a CSLL separadamente. O tributo já está embutido na guia única (DAS), calculada sobre a receita bruta conforme os anexos e faixas do regime.

Qual a alíquota da CSLL

A alíquota geral da CSLL é de 9% para a maioria das pessoas jurídicas. Existem, porém, alíquotas majoradas para determinados setores do sistema financeiro:

Atenção: as alíquotas majoradas do setor financeiro mudam ao longo do tempo por normas específicas. Confirme sempre o percentual atualizado na fonte oficial antes de calcular.

Exemplo simplificado de cálculo (Lucro Presumido)

Considere uma empresa de comércio com receita trimestral de R$ 100.000:

  1. Base de cálculo: R$ 100.000 × 12% = R$ 12.000
  2. CSLL devida: R$ 12.000 × 9% = R$ 1.080

Esse valor é recolhido por DARF, normalmente com apuração trimestral no Lucro Presumido, ou mensal/trimestral no Lucro Real.

Qual o objetivo da CSLL

O objetivo central da CSLL é financiar a seguridade social brasileira. Trata-se de uma contribuição de destinação vinculada, o que significa que os recursos arrecadados não podem ser livremente aplicados: eles integram o orçamento da seguridade e custeiam três pilares:

Por essa razão, a CSLL é considerada uma das principais fontes de recursos para políticas sociais, ao lado de contribuições como o PIS e a Cofins.

Quem precisa pagar CSLL

Devem pagar CSLL as pessoas jurídicas e as entidades a elas equiparadas pela legislação do imposto de renda, domiciliadas no Brasil. Isso inclui:

Ficam de fora, em regra, as entidades imunes e as isentas que atendam aos requisitos legais (como certas instituições sem fins lucrativos), além de situações específicas previstas em lei. Pessoas físicas não são contribuintes da CSLL — ela é um tributo exclusivo de pessoas jurídicas.

CSLL e a Reforma Tributária

É importante esclarecer que a Reforma Tributária (EC 132/2023 e LC 214/2025) foca na tributação sobre o consumo, criando a CBS e o IBS em substituição a PIS, Cofins, ICMS e ISS, com transição prevista entre 2027 e 2033. A CSLL, por incidir sobre o lucro (renda), não foi extinta por essa reforma e permanece vigente. Eventuais mudanças na tributação sobre a renda e sobre lucros e dividendos tramitam em propostas separadas — que devem ser tratadas como propostas até virarem lei.

Prazos e recolhimento

O recolhimento da CSLL acompanha, em regra, a apuração do IRPJ:

Como os prazos exatos de vencimento dependem de calendário e podem sofrer ajustes por normas anuais, o ideal é confirmar as datas no portal da Receita Federal ou com seu contador.

Fontes oficiais

Conteúdo atualizado em setembro de 2026. Material informativo; confirme com seu contador.

Perguntas Frequentes

O que é CSLL?
A CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) é um tributo federal instituído pela Lei 7.689/1988 que incide sobre o lucro das pessoas jurídicas. Sua arrecadação é destinada ao financiamento da seguridade social, ou seja, previdência, saúde e assistência social.
Como funciona a CSLL?
A CSLL incide sobre a base de cálculo apurada a partir do lucro da empresa. No Lucro Real, a base é o lucro contábil ajustado; no Lucro Presumido, é um percentual da receita. Sobre essa base aplica-se a alíquota (em geral 9% para a maioria das empresas), e o recolhimento é feito via DARF. Empresas do Simples Nacional já pagam a CSLL dentro da guia unificada (DAS).
Qual o objetivo da CSLL?
O objetivo da CSLL é financiar a seguridade social brasileira, conforme prevê o artigo 195 da Constituição Federal. A arrecadação custeia previdência social, saúde pública (SUS) e assistência social, sendo uma das principais fontes de recursos desse orçamento.
Quem precisa pagar CSLL?
Devem pagar CSLL as pessoas jurídicas e as equiparadas domiciliadas no Brasil, independentemente do regime tributário. Empresas no Lucro Real e no Lucro Presumido recolhem a CSLL separadamente via DARF; as optantes pelo Simples Nacional recolhem de forma unificada no DAS. Entidades imunes ou isentas podem ter tratamento diferenciado.