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CNAEs mais usados no Brasil: quais são os principais?

Atualizado em 15/09/2026 · cnae
CNAEs mais usados no Brasil: quais são os principais?

Resposta rápida: Os CNAEs mais usados no Brasil concentram-se no comércio varejista (grupo 47), nos serviços de alimentação e beleza e no desenvolvimento de software (6201-5/01). Comércio e serviços dominam os CNPJs ativos, sobretudo entre MEIs e microempresas do Simples Nacional.

O que é o CNAE e por que ele importa

O CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) é o código que identifica a atividade econômica principal e as secundárias de cada empresa no Brasil. Ele é administrado pelo IBGE em conjunto com a Comissão Nacional de Classificação (Concla) e usado pela Receita Federal, estados e municípios para definir tributos, obrigações acessórias e fiscalização.

Na prática, o CNAE determina:

Escolher o código errado é uma das causas mais comuns de pagamento de imposto a mais. Vale a pena entender como o CNAE aparece no CNPJ antes de abrir ou alterar sua empresa.

Os CNAEs mais usados no Brasil por setor

O Brasil tem mais de 1.300 códigos CNAE, mas um número pequeno deles concentra a maioria dos CNPJs ativos. A distribuição segue três grandes blocos: comércio, serviços e indústrias de transformação. Abaixo, uma síntese dos códigos que mais aparecem.

CNAE Descrição Setor
4781-4/00 Comércio varejista de vestuário e acessórios Comércio
4712-1/00 Minimercados, mercearias e armazéns Comércio
4772-5/00 Comércio varejista de cosméticos e perfumaria Comércio
9602-5/01 Cabeleireiros, manicure e pedicure Serviços
5611-2/03 Lanchonetes, casas de chá e sucos Serviços
6201-5/01 Desenvolvimento de software sob encomenda Tecnologia
4520-0/01 Serviços de manutenção e reparo de veículos Serviços
8219-9/99 Serviços de escritório e apoio administrativo Serviços

A relação acima é ilustrativa dos códigos mais frequentes; confirme sempre o código exato na base oficial da Concla/IBGE.

Comércio: o bloco mais popular

O comércio é historicamente o setor com mais CNPJs no país. Os campeões estão no grupo 47 (comércio varejista):

Esses ramos são populares porque exigem baixo investimento inicial e têm demanda constante. A maioria se enquadra no Anexo I do Simples Nacional, com alíquota inicial de 4% para faturamento até R$ 180 mil ao ano.

Serviços: o setor que mais cresce

Os serviços já disputam com o comércio a liderança em número de empresas. Destacam-se salões de beleza, alimentação (bares e lanchonetes), oficinas mecânicas e atividades de apoio administrativo. Serviços costumam recolher ISS ao município e podem cair no Anexo III ou V do Simples, a depender do Fator R — a relação entre folha de pagamento e receita bruta.

Serviços de tecnologia em alta

Os serviços de tecnologia são o segmento que mais ganhou relevância na última década. O código 6201-5/01 (desenvolvimento de software sob encomenda) e o 6209-1/00 (suporte técnico e TI) estão entre os mais escolhidos por novos negócios digitais, startups e profissionais autônomos que abrem PJ. Boa parte fica no Anexo III quando o Fator R é igual ou superior a 28%.

Indústrias de transformação

As indústrias de transformação aparecem em menor volume, mas com peso econômico relevante. Incluem confecção de roupas (14xx), fabricação de produtos alimentícios (10xx), móveis e produtos de metal. Em geral, seguem o Anexo II do Simples Nacional, com alíquota inicial de 4,5%.

Como o CNAE impacta os tributos do seu negócio

O mesmo faturamento pode gerar impostos diferentes dependendo do CNAE. Veja um exemplo simplificado dentro do Simples Nacional:

Fórmula da alíquota efetiva:

Alíquota efetiva = [(RBT12 × Alíquota nominal) − Parcela a deduzir] ÷ RBT12

Onde RBT12 é a receita bruta dos últimos 12 meses. Um comércio no Anexo I começa em 4%, enquanto um serviço no Anexo V pode iniciar em 15,5% — quase quatro vezes mais. Por isso, definir o código correto é parte central do planejamento. Se ficou em dúvida, veja como escolher o melhor CNAE para reduzir a carga de forma legal.

CNAE principal e secundários

Toda empresa indica um CNAE principal, referente à atividade de maior faturamento, e pode registrar diversos CNAEs secundários. Pontos de atenção:

Se você não sabe qual código sua empresa usa, é possível descobrir o CNAE pela consulta ao CNPJ no site da Receita Federal.

Reforma Tributária e o futuro do CNAE

Com a Reforma Tributária (EC 132/2023 e LC 214/2025), o PIS/Cofins, o ICMS e o ISS serão substituídos por CBS e IBS durante a transição entre 2027 e 2033. O CNAE continuará sendo o identificador da atividade, mas o peso do código na definição entre ICMS e ISS tende a diminuir, já que os novos tributos terão base ampla. Ainda assim, o CNAE seguirá relevante para o Simples Nacional, licenças e regimes específicos.

Resumo

O comércio varejista, os serviços de beleza e alimentação e o desenvolvimento de software estão entre os CNAEs mais usados no Brasil. Como o código define anexo, alíquota e obrigações, escolhê-lo corretamente evita pagar imposto a mais e problemas com o Fisco.

Fontes oficiais

Conteúdo atualizado em setembro de 2026. Material informativo; confirme com seu contador.

Perguntas Frequentes

Quais são os CNAEs mais usados no Brasil?
Entre os CNAEs mais usados estão o comércio varejista (grupo 47), como minimercados e comércio de vestuário; serviços de alimentação (bares e lanchonetes); cabeleireiros e estética (9602-5/01); e desenvolvimento de software (6201-5/01). O comércio varejista e os serviços concentram a maior parte dos CNPJs ativos, especialmente entre MEIs e microempresas do Simples Nacional.
Quais setores de comércio são mais populares no Brasil?
No comércio, os setores mais populares são o varejo de vestuário e acessórios, minimercados e mercearias, comércio de produtos de beleza e cosméticos, comércio de alimentos e o comércio eletrônico (e-commerce). Esses ramos aparecem com frequência entre MEIs e microempresas por exigirem baixo investimento inicial e terem alta demanda.
O CNAE muda o valor de imposto que a empresa paga?
Sim. O CNAE define o anexo do Simples Nacional (comércio, indústria ou serviços) e as alíquotas aplicáveis, além de influenciar o enquadramento no Fator R e a incidência de ICMS ou ISS. Um CNAE incorreto pode gerar tributação maior ou até impedir o enquadramento no regime desejado.
Posso ter mais de um CNAE no mesmo CNPJ?
Sim. A empresa deve indicar um CNAE principal, que representa a atividade de maior faturamento, e pode registrar vários CNAEs secundários. O MEI, porém, tem regras próprias e só pode exercer atividades permitidas na lista oficial do Portal do Empreendedor.