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Quais empresas são isentas de impostos? Guia 2026

Atualizado em 15/09/2026 · isencao-fiscal
Quais empresas são isentas de impostos? Guia 2026

Resposta rápida: No Brasil, não há empresa comum totalmente isenta de impostos. A isenção e a imunidade alcançam principalmente instituições sem fins lucrativos: entidades de educação, assistência social, templos, partidos e sindicatos. Empresas comerciais podem obter apenas isenções pontuais, cumprindo requisitos legais específicos.

O que significa isenção de impostos para empresas

Antes de listar quem paga menos, é preciso separar dois conceitos que costumam se confundir:

Em ambos os casos, a empresa ou entidade não fica livre das obrigações acessórias (declarações, escrituração, emissão de documentos). Isenção não é sinônimo de invisibilidade fiscal.

Quais empresas são isentas de impostos

A resposta honesta é: quase nenhuma empresa com fim lucrativo é integralmente isenta. O que existe são categorias de entidades e situações que gozam de imunidade ou isenção sobre determinados tributos.

Instituições sem fins lucrativos

As instituições sem fins lucrativos são o grupo mais beneficiado. Enquadram-se aqui:

A imunidade dessas entidades, prevista no art. 150, VI, "c" da Constituição, atinge impostos sobre patrimônio, renda e serviços. Para mantê-la, é obrigatório cumprir o art. 14 do CTN:

  1. Não distribuir qualquer parcela do patrimônio ou das rendas (não distribuir lucros);
  2. Aplicar integralmente os recursos no país, na manutenção dos objetivos institucionais;
  3. Manter escrituração das receitas e despesas em livros formais.

Descumprir esses requisitos pode suspender o benefício.

Templos religiosos, partidos e sindicatos

A Constituição garante imunidade a:

A imunidade alcança o patrimônio, a renda e os serviços relacionados às finalidades essenciais dessas entidades.

Entidades beneficentes de assistência social (CEBAS)

Entidades que obtêm o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS), nas áreas de saúde, educação ou assistência social, podem ter isenção das contribuições sociais (como a parte patronal do INSS), conforme a Lei Complementar 187/2021. É um dos benefícios mais relevantes para o terceiro setor.

Empresas com fins lucrativos: existem isenções pontuais

Uma empresa comum não é isenta, mas pode se beneficiar de isenções específicas ou regimes de tributação favorecida:

Vale registrar que os dividendos distribuídos aos sócios são, hoje, isentos de Imposto de Renda (Lei 9.249/1995). Há propostas em tramitação para alterar essa regra, mas, enquanto não houver lei aprovada, trate a mudança apenas como proposta, não como norma vigente.

Tabela: imunidade x isenção x Simples Nacional

Situação Natureza Base legal Quem alcança
Templos, partidos, sindicatos, entidades de educação/assistência Imunidade CF art. 150, VI Entidades sem fins lucrativos
IRPJ/CSLL de entidades sem fins lucrativos Isenção Lei 9.532/1997 Associações e fundações
Contribuições sociais (CEBAS) Isenção LC 187/2021 Entidades beneficentes certificadas
Simples Nacional Regime favorecido LC 123/2006 Micro e pequenas empresas
Dividendos aos sócios Isenção (vigente) Lei 9.249/1995 Pessoas físicas beneficiárias

Como solicitar isenção fiscal

O procedimento varia conforme o benefício pretendido:

1. Imunidade constitucional

Não exige um "pedido" formal para existir, pois decorre da Constituição. Porém, a entidade precisa comprovar o enquadramento e cumprir permanentemente o art. 14 do CTN. Diante de fiscalização, a documentação (estatuto, ata, escrituração) é essencial.

2. Isenção de IRPJ e CSLL para entidades sem fins lucrativos

Basta cumprir os requisitos da Lei 9.532/1997: caráter não lucrativo, não distribuição de resultados e manutenção de escrituração completa. Para aprofundar as regras aplicáveis à pessoa jurídica, veja o artigo sobre isenção de imposto para pessoa jurídica e o guia sobre o que é o IRPJ.

3. Certificação CEBAS

Envolve requerimento junto ao ministério competente (Saúde, Educação ou Desenvolvimento Social, conforme a área de atuação), comprovando gratuidade e finalidade beneficente. A certificação é renovável periodicamente.

Passos práticos comuns

  1. Ajustar o estatuto social para deixar clara a ausência de fins lucrativos;
  2. Manter escrituração contábil regular e completa;
  3. Cumprir obrigações acessórias (ECD, ECF, DCTF quando exigidas);
  4. Guardar comprovação de que os recursos são aplicados na finalidade institucional.

Quais os benefícios da isenção de impostos

Os principais ganhos são:

Por outro lado, a isenção não elimina responsabilidades: a entidade que descumpre requisitos pode perder o benefício, sofrer autuação e ser cobrada retroativamente. Manter a governança e a contabilidade em dia é o que sustenta o direito à isenção.

Fontes oficiais

Conteudo atualizado em setembro de 2026. Material informativo; confirme com seu contador.

Perguntas Frequentes

Quais empresas são isentas de impostos no Brasil?
Não existe empresa comercial totalmente isenta de todos os tributos. A isenção e a imunidade alcançam sobretudo instituições sem fins lucrativos, como entidades de educação e assistência social, templos religiosos, partidos políticos, sindicatos de trabalhadores e organizações reconhecidas como filantrópicas (CEBAS). Empresas comuns podem ter isenções pontuais, mas não uma isenção geral.
Como solicitar isenção fiscal?
O caminho depende do tributo. A imunidade constitucional independe de pedido, mas exige cumprir os requisitos do art. 14 do CTN (não distribuir lucros, aplicar recursos no país e manter escrituração). Para isenções específicas, como a de IRPJ e CSLL de entidades sem fins lucrativos, é preciso atender à Lei 9.532/1997 e manter regularidade. Certificações como o CEBAS são solicitadas junto ao ministério competente.
Quais os benefícios da isenção de impostos?
Além de eliminar ou reduzir a carga tributária sobre a atividade, a isenção permite direcionar mais recursos à finalidade social da entidade, reduz o custo de conformidade e pode facilitar parcerias e recebimento de doações. É importante lembrar que a isenção não elimina obrigações acessórias, como entrega de declarações e escrituração.