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Perse: o que é o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos

Atualizado em 15/09/2026 · beneficios-fiscais
Perse: o que é o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos

Resposta rápida: O Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos) é um benefício fiscal federal criado pela Lei 14.148/2021 para socorrer empresas de eventos atingidas pela pandemia de COVID-19. Ele zerou, por prazo determinado, as alíquotas de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins sobre as receitas das atividades beneficiadas.

O que é o Perse

O Perse é a sigla de Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos, uma política de isenção tributária federal voltada a empresas que sofreram com as restrições impostas durante a pandemia de COVID-19. Instituído pela Lei 14.148/2021, o programa buscou preservar empregos, evitar o fechamento em massa de negócios e viabilizar a recuperação de um dos setores mais afetados pelo isolamento social.

Na prática, o Perse funciona como uma renúncia fiscal: em vez de conceder crédito ou empréstimo, o governo federal abre mão de arrecadar determinados tributos das empresas do setor de eventos por um período. É um mecanismo semelhante, em lógica, a outros benefícios fiscais usados para estimular atividades econômicas.

Quem faz parte do "setor de eventos"

O conceito de setor de eventos no Perse é amplo e vai muito além de festas e shows. A legislação e suas regulamentações abrangeram atividades como:

O enquadramento era feito por CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas). Cada empresa precisava verificar se seu código estava na lista de atividades beneficiadas para saber se tinha direito ao programa.

Quando o Perse foi criado

O Perse foi instituído pela Lei 14.148, publicada em 3 de maio de 2021, no auge dos efeitos econômicos da pandemia de COVID-19. O núcleo do benefício — a alíquota zero de tributos federais — passou por vetos, derrubadas de vetos e regulamentações até começar a produzir efeitos plenos.

Desde então, o programa sofreu diversas alterações legislativas que ajustaram prazos, lista de atividades, requisitos de habilitação e, principalmente, criaram um limite de gasto tributário (teto de renúncia). Quando esse teto é atingido, o benefício se extingue antecipadamente, conforme acompanhamento feito pela própria Receita Federal e Ministério da Fazenda.

Importante: por se tratar de programa emergencial com prazo e teto financeiro, as regras do Perse mudaram várias vezes. Confirme sempre a situação vigente na fonte oficial antes de tomar decisões.

Quais os objetivos do Perse

O programa tem objetivos claramente vinculados ao contexto emergencial:

  1. Compensar perdas econômicas decorrentes das restrições sanitárias que paralisaram eventos, viagens e reuniões presenciais;
  2. Preservar empregos em um setor intensivo em mão de obra;
  3. Evitar a falência de micro, pequenas e médias empresas do segmento;
  4. Estimular a retomada gradual das atividades à medida que a pandemia era controlada.

Trata-se, portanto, de uma medida de política fiscal anticíclica: usa a renúncia de receita como ferramenta de fôlego de caixa para empresas em dificuldade. Você pode entender melhor a lógica dessas medidas no nosso conteúdo sobre renúncias fiscais.

Quais benefícios o Perse oferece

O principal benefício do Perse é a redução a zero das alíquotas de quatro tributos federais incidentes sobre as receitas das atividades habilitadas:

Tributo Descrição Efeito no Perse
IRPJ Imposto de Renda Pessoa Jurídica Alíquota reduzida a 0% sobre a receita beneficiada
CSLL Contribuição Social sobre o Lucro Líquido Alíquota reduzida a 0%
PIS Contribuição para o PIS/Pasep Alíquota reduzida a 0%
Cofins Contribuição para a Seguridade Social Alíquota reduzida a 0%

Na prática, uma empresa habilitada deixava de recolher esses quatro tributos sobre a parcela da receita ligada às atividades de eventos beneficiadas. É uma forma de isenção para pessoa jurídica direcionada, com regras específicas de apuração.

Como funcionava a apuração

O benefício aplicava-se apenas sobre as receitas das atividades beneficiadas — não sobre toda e qualquer receita da empresa. Assim, negócios com atividades mistas precisavam segregar o que era receita de evento (com direito à alíquota zero) do restante, que continuava tributado normalmente.

Alguns pontos de atenção que marcaram a aplicação do programa:

Cálculo simplificado do impacto

A economia gerada pode ser estimada de forma direta:

Economia mensal = Receita beneficiada × (alíquota efetiva de IRPJ + CSLL + PIS + Cofins que seria devida)

Por exemplo, uma empresa no Lucro Presumido cuja carga desses quatro tributos representasse, digamos, um percentual sobre a receita, deixava de recolher esse valor enquanto o Perse estivesse vigente e ela estivesse habilitada. O percentual exato varia conforme o regime e a atividade, por isso o cálculo deve ser feito caso a caso com apoio contábil.

Situação atual e cuidados

Por ser um programa emergencial, o Perse nasceu com data para acabar. As sucessivas leis que o alteraram reduziram a lista de atividades, endureceram requisitos e vincularam a continuidade ao teto de gasto tributário. Quando a Receita Federal e o Ministério da Fazenda apuram que o limite foi alcançado, publica-se ato reconhecendo a extinção do benefício.

Empresas que fruíram o Perse devem manter documentação completa da habilitação, dos CNAEs e da segregação de receitas, pois esse é um tema recorrente em fiscalização. Diferenças de interpretação sobre elegibilidade e período de fruição já geraram disputas administrativas e judiciais.

Se a sua empresa aproveitou ou pretende discutir o Perse, vale integrar essa análise a um planejamento tributário mais amplo, avaliando o regime tributário e a correta apuração de todos os tributos federais.

Fontes oficiais

Conteúdo atualizado em setembro de 2026. Material informativo; confirme com seu contador.

Perguntas Frequentes

O que é o Perse?
O Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos) é um benefício fiscal federal criado pela Lei 14.148/2021 para ajudar empresas do setor de eventos a se recuperarem dos impactos econômicos da pandemia de COVID-19. Ele reduziu a zero, por prazo determinado, alíquotas de tributos federais (IRPJ, CSLL, PIS e Cofins) sobre as receitas das atividades beneficiadas.
Quando o Perse foi criado?
O Perse foi criado pela Lei 14.148, publicada em 3 de maio de 2021, durante a pandemia de COVID-19. O benefício de alíquota zero dos tributos federais começou a produzir efeitos posteriormente, após regulamentações e vetos superados, e passou por diversas alterações legais até sua extinção antecipada, prevista para ocorrer quando atingido o teto de gasto tributário estabelecido em lei.
Quais os objetivos do Perse?
O objetivo do Perse é compensar as perdas econômicas do setor de eventos causadas pelas restrições sanitárias da pandemia, preservando empregos e viabilizando a retomada de atividades como festas, congressos, feiras, hotelaria, bares, restaurantes, turismo e produção cultural, que foram fortemente afetados pelo isolamento social.
Quais benefícios o Perse oferece?
O principal benefício do Perse é a redução a zero das alíquotas de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins incidentes sobre as receitas das atividades do setor de eventos habilitadas ao programa, por prazo determinado. As empresas precisavam se enquadrar nos CNAEs beneficiados e cumprir requisitos como habilitação prévia junto à Receita Federal.