Escolher entre Lucro Real e Lucro Presumido é uma das decisões que mais impactam quanto uma empresa paga de imposto. Cada regime tem regras próprias de cálculo, obrigações e limites de enquadramento. Neste guia, explicamos a diferença entre Lucro Real e Lucro Presumido em 2026, com vantagens, desvantagens e uma tabela comparativa para ajudar na escolha.
O que é Lucro Presumido
No Lucro Presumido, o governo “presume” uma margem de lucro fixa sobre o faturamento para calcular o IRPJ e a CSLL, independentemente do lucro real da empresa. É um regime mais simples e previsível.
- A base de cálculo do IRPJ presume, em geral, 8% para comércio/indústria e 32% para serviços sobre a receita;
- Limite de enquadramento: faturamento de até R$ 78 milhões por ano;
- PIS e Cofins são cumulativos (alíquotas menores, mas sem direito a crédito).
O que é Lucro Real
No Lucro Real, o IRPJ e a CSLL incidem sobre o lucro efetivo da empresa (receitas menos despesas dedutíveis). É obrigatório para alguns setores (como bancos) e para empresas que faturam acima de R$ 78 milhões, mas qualquer empresa pode optar por ele.
- Imposto calculado sobre o lucro real apurado na contabilidade;
- PIS e Cofins são não cumulativos (alíquotas maiores, mas com direito a crédito);
- Permite compensar prejuízos fiscais de períodos anteriores.
Diferença entre Lucro Real e Lucro Presumido: tabela comparativa
Comparativo rápido
- Base de cálculo: Presumido usa margem fixa sobre a receita; Real usa o lucro efetivo;
- Melhor para: Presumido favorece empresas com margem de lucro alta; Real favorece quem tem margem baixa ou prejuízo;
- PIS/Cofins: Presumido é cumulativo (3,65%); Real é não cumulativo (9,25%, com créditos);
- Obrigações: Presumido é mais simples; Real exige contabilidade completa e mais acessórias;
- Limite: Presumido até R$ 78 mi/ano; Real sem limite.
Como escolher o melhor regime tributário
A regra prática é comparar a margem de lucro real da empresa com a margem presumida:
- Se o lucro efetivo for menor que a presunção (8% ou 32%), o Lucro Real tende a ser mais vantajoso;
- Se o lucro efetivo for maior que a presunção, o Lucro Presumido costuma pagar menos imposto;
- Empresas que geram muitos créditos de PIS/Cofins (indústria, alto volume de insumos) podem se beneficiar do Lucro Real.
Exemplo prático
Uma empresa de serviços fatura R$ 1 milhão e tem lucro real de 15%. No Presumido, o IRPJ incide sobre 32% da receita (R$ 320 mil), mesmo o lucro sendo de R$ 150 mil — pagando mais imposto do que deveria. Nesse caso, o Lucro Real seria mais econômico. Já uma consultoria com lucro real de 45% pagaria menos no Presumido.
Atenção à reforma tributária
Com a reforma tributária (CBS e IBS) em transição a partir de 2026, a comparação entre regimes tende a mudar, principalmente para o setor de serviços. Vale revisar o enquadramento anualmente e simular os cenários com um contador antes de fechar o ano-calendário.
Perguntas Frequentes
Qual a principal diferença entre Lucro Real e Lucro Presumido?
No Lucro Presumido, o imposto é calculado sobre uma margem de lucro fixa presumida pelo governo (8% ou 32% da receita). No Lucro Real, o imposto incide sobre o lucro efetivo apurado na contabilidade. Por isso, empresas com margem baixa costumam pagar menos no Real, e empresas com margem alta, no Presumido.
Qual regime paga menos imposto?
Depende da margem de lucro. Se o lucro efetivo for menor que a presunção do regime, o Lucro Real tende a ser mais barato. Se for maior, o Lucro Presumido costuma ser mais vantajoso. Empresas com muitos créditos de PIS/Cofins também podem economizar no Lucro Real.
Quem é obrigado a usar o Lucro Real?
É obrigatório para empresas com faturamento acima de R$ 78 milhões por ano, instituições financeiras e algumas atividades específicas. As demais podem optar livremente entre Lucro Real e Lucro Presumido a cada ano-calendário.

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