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Isenção fiscal famosos (Perse): quem recebeu e quanto?

Atualizado em 15/09/2026 · beneficios-fiscais
Isenção fiscal famosos (Perse): quem recebeu e quanto?

Resposta rápida: A "isenção fiscal dos famosos" refere-se ao Perse, programa que zerou tributos federais (IRPJ, CSLL, PIS e Cofins) de empresas do setor de eventos. Artistas e influenciadores como Gusttavo Lima, Virginia Fonseca e Felipe Neto tiveram empresas beneficiadas. Não há valor oficial confirmado por pessoa; os montantes citados são estimativas jornalísticas.

O que é o Perse e por que virou polêmica

O Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos) foi criado pela Lei 14.148/2021 para socorrer um dos setores mais afetados pela pandemia: eventos, shows, turismo, hotelaria e entretenimento. O mecanismo central era uma alíquota zero de quatro tributos federais sobre a receita das empresas beneficiadas.

A isenção fiscal ganhou os holofotes quando a imprensa apontou que empresas ligadas a artistas e influenciadores milionários também se enquadravam no benefício. O debate público não foi sobre legalidade, e sim sobre o mérito: fazia sentido conceder incentivo emergencial a empresas de altíssima renda? Essa discussão se conecta ao tema mais amplo das renúncias fiscais no Brasil.

Quais tributos o Perse zerava

O benefício suspendia a cobrança dos seguintes tributos federais sobre a receita e o lucro das PJs elegíveis:

Tributo Situação no Perse
IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica) Alíquota zero
CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) Alíquota zero
PIS Alíquota zero
Cofins Alíquota zero

Zerar esses quatro tributos representava uma economia expressiva, especialmente para empresas com faturamento alto. Para entender como esses tributos normalmente incidem, veja como funciona a alíquota da pessoa jurídica.

Quem são os famosos beneficiados pela isenção fiscal

É importante deixar claro: o Perse beneficia a pessoa jurídica, não a pessoa física. Nenhum artista recebeu dinheiro do governo. O que ocorreu foi a redução de tributos das empresas que faturam com shows, eventos e produção de conteúdo.

Entre os casos com maior repercussão na imprensa estão:

Além desses nomes, o programa alcançou milhares de empresas anônimas: produtoras, casas de shows, agências de turismo, buffets, hotéis e organizadoras de feiras. Os famosos ganharam destaque pelo apelo midiático, mas representam uma fração mínima do total de CNPJs beneficiados.

Por que essas empresas se enquadravam

O enquadramento dependia do CNAE (código de atividade econômica) da empresa e de requisitos definidos em lei e em atos da Receita e do Ministério do Turismo. Atividades como produção de espetáculos, gestão de espaços para eventos e serviços de sonorização estavam entre as elegíveis. Por isso, empresas de artistas que promovem shows naturalmente se encaixavam nos critérios legais.

Quanto cada famoso recebeu de isenção fiscal

Esta é a pergunta mais buscada — e a mais delicada. Não existe um valor oficial consolidado e verificável por pessoa. Os números que circulam na mídia são estimativas calculadas a partir do faturamento das empresas e da alíquota zerada.

O cálculo aproximado da economia segue esta lógica:

Economia estimada ≈ Receita da empresa no período × (soma das alíquotas normais de IRPJ + CSLL + PIS + Cofins)

Como cada empresa tem faturamento e regime tributário diferentes (Lucro Real, Lucro Presumido), o valor varia enormemente. Uma produtora que fatura milhões economiza muito mais do que um buffet de bairro. Por isso, desconfie de qualquer número apresentado como "valor confirmado pela Receita Federal" — na prática, são projeções jornalísticas.

Quem quer entender legalmente como empresas reduzem carga tributária pode ler sobre como reduzir impostos dentro da lei e sobre benefícios e incentivos fiscais.

O Perse acabou? Situação em 2026

Sim. O custo do benefício cresceu muito acima do previsto, e o governo passou a impor limites:

Portanto, em 2026 o Perse não gera mais isenção fiscal. Empresas que ainda usufruíam voltaram à tributação normal. Para detalhes históricos e regras completas, consulte o artigo dedicado ao Perse.

Lições que o caso deixa

Fontes oficiais

Conteúdo atualizado em setembro de 2026. Material informativo; confirme com seu contador.

Perguntas Frequentes

Quem são os principais beneficiários do Perse?
O Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos) beneficiou empresas do setor de eventos, turismo, shows e entretenimento. Entre os casos que ganharam repercussão na imprensa estão empresas ligadas a artistas e influenciadores como Gusttavo Lima, Virginia Fonseca e Felipe Neto, além de milhares de produtoras, casas de shows, hotéis e agências. O benefício não é individual: alcança a pessoa jurídica cadastrada em CNAEs elegíveis do setor de eventos.
Quanto cada famoso recebeu de isenção fiscal?
Não existe um valor oficial consolidado e verificável por pessoa. Os montantes citados na imprensa são estimativas baseadas em faturamento das empresas e na alíquota zerada de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins. Como o benefício reduzia tributos federais sobre a receita da PJ, o valor varia conforme o faturamento de cada empresa no período. Sempre confira os dados nas fontes oficiais e evite tratar estimativas jornalísticas como números confirmados pela Receita Federal.
O Perse ainda está em vigor em 2026?
O Perse teve seu benefício encerrado antecipadamente. A Lei 14.859/2024 estabeleceu um teto global de gasto tributário de R$ 15 bilhões e a Receita Federal declarou o atingimento desse limite, extinguindo a fruição a partir de abril de 2025. Portanto, em 2026 o programa não gera mais isenção. Confirme a situação atual na Receita Federal antes de qualquer planejamento.
Receber isenção pelo Perse é ilegal?
Não. Empresas enquadradas nos CNAEs e requisitos previstos em lei tinham direito ao benefício fiscal, que é legal. A polêmica envolvendo famosos foi de natureza política e de opinião pública sobre o mérito de conceder incentivo a empresas de alta renda, não sobre ilegalidade. Casos de fraude, como uso indevido de CNAE, podem gerar autuação, mas a fruição regular do Perse era prevista em lei.