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Quais Setores Serão Mais Afetados pelo IBS e CBS

Atualizado em 18/09/2026 · reforma-tributaria
Quais Setores Serão Mais Afetados pelo IBS e CBS

Resposta rápida: Os setores mais afetados tendem a ser os de serviços com mão de obra intensiva e poucos créditos (profissionais liberais, TI, consultoria), que hoje pagam ISS baixo e verão a carga nominal subir com a soma de CBS e IBS. Já saúde, educação, transporte coletivo, alimentos e produção rural têm regimes diferenciados com redução de 60% ou 30% da alíquota. Indústria e comércio, que já operam de forma não cumulativa, tendem a variação menor.

Por que alguns setores são mais afetados que outros

Três características da reforma explicam quem ganha e quem perde:

Para entender a base do novo sistema, veja o guia sobre o IVA no Brasil e sobre o imposto IBS e como calcular.

Serviços: o setor mais impactado

O setor de serviços é o mais sensível. Hoje muitos prestadores pagam ISS entre 2% e 5% e têm poucos insumos para creditar. Com CBS e IBS, a alíquota nominal sobe bastante, e como boa parte do custo é mão de obra (sem direito a crédito), o efeito é mais forte.

Exemplos de atividades no radar: tecnologia e software, consultoria, agências, serviços administrativos e profissionais não regulamentados. Parte dos profissionais liberais regulamentados tem atenuação (veja a seguir).

Regimes diferenciados: reduções de 60% e 30%

A LC 214/2025 criou regimes com alíquota reduzida para setores considerados essenciais ou sensíveis:

Redução Setores (exemplos)
60% Saúde, educação, transporte coletivo de passageiros, medicamentos e dispositivos médicos, produção rural, alimentos e insumos agropecuários, produções artísticas e culturais
30% Serviços de profissionais liberais regulamentados (como advogados, médicos, engenheiros, contadores e outras profissões de fiscalização própria)
Alíquota zero / cesta básica Itens da Cesta Básica Nacional de Alimentos e alguns medicamentos e dispositivos específicos

Além disso, há cashback (devolução de parte do imposto) para famílias de baixa renda em itens essenciais, como energia elétrica e gás de cozinha.

Regimes específicos

Alguns setores têm regras próprias, diferentes da regra geral:

Indústria e comércio

Indústria e comércio já operam com tributos não cumulativos (ICMS, IPI, PIS/Cofins), então a mudança de lógica é menor. Podem até se beneficiar da desoneração de exportações e da simplificação da apuração. O ponto de atenção é o preço final ao consumidor e a revisão da cadeia de créditos.

Agronegócio e exportações

Simples Nacional e MEI

O Simples Nacional continua existindo. O optante poderá escolher entre recolher CBS e IBS dentro do regime unificado (sem transferir crédito cheio) ou apurar "por fora" para permitir crédito integral aos clientes — decisão que depende do perfil do negócio e do tipo de cliente (consumidor final ou empresa). Veja mais no guia do Simples Nacional.

Resumo por setor

Setor Tendência de impacto
Serviços (mão de obra intensiva) Alta — maior aumento de carga nominal
Profissionais liberais regulamentados Média — redução de 30%
Saúde e educação Baixa a média — redução de 60%
Indústria Baixa — já não cumulativa
Comércio/varejo Baixa a média — foco em créditos e preço final
Agro e exportação Baixa — desoneração e reduções
Financeiro/seguros/imobiliário Específico — regras próprias

Fontes oficiais

Conteúdo atualizado em setembro de 2026. As alíquotas e reduções definitivas dependem de regulamentação; confirme com seu contador o enquadramento do seu setor.

Perguntas Frequentes

Qual setor será mais afetado pela reforma tributária?
O setor de serviços com uso intensivo de mão de obra e poucos créditos (como TI, consultoria e serviços administrativos), que hoje paga ISS baixo e verá a carga nominal subir com a soma de CBS e IBS, já que a folha de pagamento não gera crédito.
Quais setores têm alíquota reduzida no IBS e na CBS?
Saúde, educação, transporte coletivo, medicamentos, produção rural e alimentos têm redução de 60%. Profissionais liberais regulamentados têm redução de 30%. Itens da Cesta Básica Nacional têm alíquota zero, além do cashback para baixa renda.
A indústria e o comércio vão pagar mais imposto?
Tendem a sentir menos, porque já operam com tributos não cumulativos. Podem se beneficiar da desoneração de exportações e da simplificação. O foco de atenção é a gestão de créditos e o preço final ao consumidor.
Como fica o Simples Nacional na reforma?
O Simples continua opcional. O optante pode recolher CBS e IBS dentro do regime unificado ou apurar por fora para permitir crédito integral aos clientes — a melhor escolha depende do perfil do negócio e de vender para consumidor final ou para empresas.