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Regimes de Tributação no Brasil: Simples, Presumido e Real

Atualizado em 15/09/2026 · tributacao
Regimes de Tributação no Brasil: Simples, Presumido e Real

Resposta rápida: Os principais regimes de tributação no Brasil são o Simples Nacional, o Lucro Presumido e o Lucro Real, além do MEI como modalidade simplificada. Cada um define como a empresa apura tributos, com base no faturamento, na atividade e na margem de lucro, impactando diretamente a carga tributária.

O que são regimes tributários

Regimes tributários são os conjuntos de regras legais que determinam como uma empresa calcula, apura e recolhe seus impostos e contribuições. A opção pelo regime define a base de cálculo, as alíquotas, a periodicidade de pagamento e as obrigações acessórias que a pessoa jurídica deverá cumprir.

A escolha não é aleatória: ela depende do faturamento anual, do tipo de atividade (comércio, indústria ou serviços), da margem de lucro e até da folha de pagamento. Uma decisão mal calculada pode significar pagar impostos a mais durante todo o ano-calendário, já que, em regra, a opção só pode ser alterada no início do exercício seguinte.

Antes de detalhar cada modelo, vale lembrar que os tributos no Brasil se dividem em diferentes espécies tributárias — impostos, taxas e contribuições — que incidem sobre renda, consumo, patrimônio e folha de pagamento.

Quais são os principais regimes de tributação no Brasil

Existem três regimes principais para pessoas jurídicas, além do MEI como porta de entrada simplificada.

Simples Nacional

O Simples Nacional é um regime unificado criado para micro e pequenas empresas. Ele reúne até oito tributos (IRPJ, CSLL, PIS, Cofins, IPI, ICMS, ISS e CPP) em uma única guia, o DAS.

É o regime mais simples em termos de obrigações acessórias, mas nem sempre o mais barato — empresas com margens muito altas ou grande volume de compras com crédito podem pagar menos em outros regimes.

MEI (Microempreendedor Individual)

O MEI é uma categoria dentro do Simples Nacional voltada a profissionais autônomos e pequenos negócios. O recolhimento é feito por valor fixo mensal (DAS-MEI), independentemente do faturamento dentro do limite.

Ao ultrapassar o teto, o empreendedor deve migrar para microempresa no Simples Nacional. Veja as obrigações e regras do MEI para se manter regular.

Lucro Presumido

No Lucro Presumido, o Fisco presume uma margem de lucro sobre o faturamento para calcular IRPJ e CSLL, sem exigir a apuração do lucro contábil efetivo. É indicado para empresas com boa margem e faturamento de até R$ 78 milhões por ano.

Atividade Presunção IRPJ Presunção CSLL
Comércio e indústria 8% 12%
Serviços em geral 32% 32%
Transporte de cargas 8% 12%
Serviços hospitalares 8% 12%

Sobre essa base presumida aplicam-se as alíquotas de IRPJ (15% + adicional de 10%) e CSLL (9%). PIS e Cofins, no regime cumulativo, somam 3,65% sobre o faturamento. Saiba mais em nosso guia sobre Lucro Presumido.

Lucro Real

No Lucro Real, os tributos incidem sobre o lucro contábil efetivo, ajustado por adições e exclusões previstas na legislação. É obrigatório para empresas com faturamento acima de R$ 78 milhões/ano, instituições financeiras e algumas outras atividades.

É o regime mais complexo, mas pode ser o mais econômico para empresas com margem baixa, prejuízo fiscal ou muitos créditos a aproveitar. A dúvida entre os três modelos é tão comum que dedicamos um guia inteiro a qual regime escolher.

Quais são os objetivos dos tributos

Os tributos cumprem funções que vão além de abastecer os cofres públicos:

O que muda com a Reforma Tributária

A Reforma Tributária (EC 132/2023, regulamentada pela LC 214/2025) altera profundamente a tributação sobre o consumo. Os tributos PIS, Cofins, ICMS e ISS serão substituídos por dois novos:

Juntos, formam um modelo de IVA dual, não cumulativo e com cobrança no destino. Haverá ainda o Imposto Seletivo, monofásico e que não gera crédito. A transição está prevista para ocorrer de forma gradual entre 2027 e 2033.

Importante: os regimes de apuração do IRPJ e da CSLL (Simples, Presumido e Real) não são extintos pela reforma, que foca no consumo. O Simples Nacional foi preservado, com regras de transição próprias. Entenda os impactos da Reforma Tributária para o seu negócio.

Sobre dividendos: atualmente são isentos de Imposto de Renda na pessoa física (Lei 9.249/95). Existe proposta legislativa em tramitação para tributá-los, mas trata-se de projeto — não de norma vigente. Acompanhe as fontes oficiais antes de planejar distribuições.

Como escolher o regime ideal

A definição do melhor regime exige análise caso a caso. Considere:

  1. Faturamento anual — define quais regimes são elegíveis.
  2. Margem de lucro — margens altas favorecem o Presumido; baixas, o Real.
  3. Atividade e Fator R — impactam anexos e presunções.
  4. Folha de pagamento e créditos — relevantes no Simples e no não cumulativo do Real.

Um bom planejamento tributário, feito com projeções de receita e despesa, pode reduzir legalmente a carga de impostos. A recomendação é revisar o enquadramento a cada início de ano-calendário.

Fontes oficiais

Conteúdo atualizado em setembro de 2026. Material informativo; confirme com seu contador.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais regimes de tributação no Brasil?
Os principais regimes são o Simples Nacional (recolhimento unificado para micro e pequenas empresas), o Lucro Presumido (base de cálculo estimada por percentual do faturamento) e o Lucro Real (tributação sobre o lucro efetivo). O MEI é uma modalidade simplificada dentro do Simples Nacional, voltada ao microempreendedor individual.
O que são regimes tributários?
Regimes tributários são conjuntos de regras que definem como uma empresa apura e paga seus tributos federais, estaduais e municipais. Eles determinam a base de cálculo, as alíquotas aplicáveis e as obrigações acessórias. A escolha do regime impacta diretamente a carga tributária e deve considerar faturamento, atividade e margem de lucro.
Quais são os objetivos dos tributos?
Os tributos têm objetivo fiscal (arrecadar recursos para custear serviços públicos como saúde, educação e segurança) e extrafiscal (estimular ou desestimular comportamentos, como o Imposto Seletivo sobre produtos nocivos). Também servem à redistribuição de renda e à regulação da economia.
Como escolher o regime tributário ideal?
A escolha depende do faturamento anual, da margem de lucro, da atividade (comércio, indústria ou serviços) e da folha de pagamento. Empresas com margem baixa costumam se beneficiar do Lucro Real; margens altas favorecem o Lucro Presumido; e faturamentos menores tendem ao Simples Nacional. Uma análise contábil com projeções é essencial.