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CNAEs Mais Afetados pela Reforma Tributária (IBS e CBS)

Atualizado em 28/09/2026 · reforma-tributaria
CNAEs mais afetados pela reforma tributária

Resposta rápida: Os mais afetados são os serviços intensivos em mão de obra e com poucos insumos creditáveis — TI (62.xx), consultorias (70.xx), publicidade (73.xx), engenharia e arquitetura (71.xx), advocacia (69.10) e contabilidade (69.20) — porque a folha de salários não gera crédito e a alíquota padrão (referência de ~26,5%) tende a elevar a carga. Já indústria, comércio, agronegócio e exportadores costumam se beneficiar da não cumulatividade plena.

Por que os serviços são os mais afetados

A Reforma Tributária (LC 214/2025) troca cinco tributos — PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS — por três: CBS, IBS e o Imposto Seletivo. A alíquota de referência do IBS + CBS é estimada em torno de 26,5%. Compare com a realidade de hoje de uma empresa de serviços no Lucro Presumido:

Ou seja, boa parte do setor de serviços paga hoje algo entre 5,65% e 8,65% sobre o faturamento. Como o novo modelo é não cumulativo (você abate créditos), a conta final depende de quantos insumos tributados a empresa tem. O problema: serviço é feito de gente, não de insumo. Salários e pró-labore não geram crédito, então a base tributável cai pouco e a alíquota de ~26,5% pesa.

Mitigação: profissões intelectuais regulamentadas têm redução de 30% na alíquota, e o Simples Nacional segue como opção. Ainda assim, o setor de serviços é o mais pressionado.

CNAEs com maior risco de aumento de carga

Serviços intensivos em mão de obra e com poucos insumos creditáveis:

Nesses CNAEs, o desafio é duplo: alíquota maior e base difícil de reduzir. Para muitos, permanecer no Simples Nacional ou avaliar o regime híbrido de IBS/CBS (para gerar crédito ao cliente B2B) vira decisão estratégica — veja o passo a passo em até quando optar pelo cadastro do IBS e CBS.

CNAEs que ganham reduções de alíquota

A lei previu regimes favorecidos. Os principais:

Redução de 60% na alíquota

Redução de 30% na alíquota

Alíquota zero

CNAEs com regime específico (regra própria)

Alguns setores não seguem a regra geral — têm sistemática própria de cálculo:

Se o seu CNAE está aqui, não aplique as regras gerais — o cálculo obedece a normas específicas da LC 214/2025.

Quem tende a se beneficiar

Nem tudo é aumento. Costumam ganhar com a reforma:

Entenda o mecanismo em créditos de IBS e CBS: a não cumulatividade.

Como saber o impacto real no seu CNAE

A regra de ouro: quanto maior o peso da folha e menor o volume de insumos tributados, maior o aumento. Mas o número exato depende do seu regime (Simples, Presumido, Real), da margem e da cadeia de fornecedores. Antes de repassar preço ou mudar de regime, faça uma simulação com os seus próprios números — no setor de serviços, a diferença entre cenários chega facilmente a dois dígitos percentuais. Para consultar a tributação da sua atividade, use a consulta de CNAE.

Fontes oficiais

Conteúdo atualizado em setembro de 2026. Material informativo; a classificação e o regime do seu CNAE devem ser confirmados com seu contador e nas fontes oficiais.

Perguntas Frequentes

Quais CNAEs são os mais afetados pela reforma tributária?
Os mais pressionados são os serviços intensivos em mão de obra e com poucos insumos creditáveis: tecnologia da informação (62.xx), consultorias (70.xx), publicidade (73.xx), engenharia e arquitetura (71.xx), advocacia (69.10), contabilidade (69.20) e serviços pessoais (96.02). Eles hoje pagam ISS baixo mais PIS/Cofins, e a alíquota padrão de IBS e CBS (referência de cerca de 26,5%) tende a elevar a carga, já que a folha de salários não gera crédito.
Quais CNAEs têm redução de alíquota na reforma?
Há redução de 60% para saúde (86.xx), educação (85.xx), medicamentos, dispositivos médicos, transporte coletivo (49.xx) e produções culturais. Há redução de 30% para profissões intelectuais regulamentadas, como advogados, médicos, engenheiros, arquitetos e contadores. Itens da cesta básica nacional e alguns medicamentos têm alíquota zero.
Quem sai ganhando com a reforma tributária?
Tendem a se beneficiar a indústria (10.xx a 33.xx) e o comércio (45.xx a 47.xx), que passam a ter cadeia de créditos ampla e não cumulativa, além do agronegócio e dos exportadores, que mantêm a desoneração com direito a crédito. De modo geral, quem tem cadeia longa de fornecedores tributados aproveita mais créditos e paga menos.
Como saber o impacto exato no meu CNAE?
A regra de ouro: quanto maior o peso da folha de salários e menor o volume de insumos tributados, maior o aumento de carga. Mas o número exato depende do regime (Simples, Presumido ou Real), da margem e da cadeia de fornecedores. Antes de repassar preço ou trocar de regime, faça uma simulação com os seus próprios números.