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Lucro Presumido em 2026: Por Que a Carga Tributária Está Subindo

Atualizado em 29/09/2026 · lucro-presumido
Lucro Presumido em 2026: Por Que a Carga Tributária Está Subindo

Resposta rápida: A carga tributária de várias empresas do Lucro Presumido vem subindo em 2026 por uma combinação de fatores: revisão de percentuais de presunção para certas atividades, fim de benefícios de desoneração da folha em alguns setores, e o início da fase de testes da Reforma Tributária (CBS), que já traz ajustes de rotina e custo de conformidade para quem está nesse regime.

Lucro Presumido continua sendo vantajoso?

O Lucro Presumido segue sendo, para muitas empresas de serviços e comércio com margem de lucro real acima da presunção legal, um regime mais simples e frequentemente mais barato que o Lucro Real. O ponto de atenção em 2026 é que a margem de vantagem vem diminuindo para alguns setores, o que exige revisar o enquadramento com mais frequência do que no passado.

Por que a carga está subindo

Como o Lucro Presumido é calculado

No Lucro Presumido, o IRPJ e a CSLL incidem sobre uma base presumida de lucro, calculada aplicando um percentual (que varia por atividade, geralmente entre 8% e 32% do faturamento) sobre a receita bruta. PIS e Cofins são apurados pelo regime cumulativo, com alíquotas menores que no Lucro Real, mas sem direito a créditos.

TributoComo incide no Lucro Presumido
IRPJ15% sobre a base presumida, mais adicional de 10% acima do limite trimestral
CSLL9% sobre a base presumida
PIS/CofinsRegime cumulativo, sem direito a créditos
ISS/ICMSConforme a legislação municipal/estadual da atividade

Consulte também como funciona o cálculo de PIS/Cofins e compare com a comparação entre Lucro Real, Presumido e Simples Nacional para revisar se o regime ainda é o mais vantajoso para o seu negócio em 2026.

O que fazer antes de decidir permanecer no regime

  1. Recalcule a margem de lucro real da empresa nos últimos 12 meses e compare com o percentual de presunção da sua atividade.
  2. Reavalie o impacto de eventuais mudanças em benefícios de folha de pagamento no seu setor.
  3. Simule o resultado no Lucro Real, considerando os créditos de PIS/Cofins não cumulativos possíveis nesse regime.
  4. Avalie o custo de conformidade da transição da Reforma Tributária para cada regime.

Impacto da Reforma Tributária

Durante a transição da Reforma (2027–2033), o Lucro Presumido continuará existindo para fins de IRPJ e CSLL, mas PIS e Cofins serão substituídos pela CBS, e ICMS/ISS pelo IBS. Isso significa que a lógica de presunção sobre IRPJ/CSLL não muda diretamente, mas a apuração de CBS e IBS passa a seguir as regras do novo sistema — geralmente sem os benefícios do regime cumulativo que hoje reduzem a complexidade do Presumido.

Fontes oficiais

Conteúdo atualizado em setembro de 2026. Material informativo; confirme com seu contador.

Perguntas Frequentes

Por que o Lucro Presumido está mais caro em 2026?
Uma combinação de revisão de percentuais de presunção em alguns setores, redução de benefícios de desoneração da folha e o custo de adaptação à fase de testes da Reforma Tributária.
O Lucro Presumido ainda vale a pena?
Para muitas empresas com margem de lucro acima da presunção da atividade, sim — mas a vantagem vem encolhendo em alguns setores, o que torna importante recalcular o enquadramento com mais frequência.
Como saber se devo migrar para o Lucro Real?
Compare a carga tributária total simulando os dois regimes com base no resultado real da empresa e nos créditos de PIS/Cofins possíveis no Lucro Real, idealmente com apoio de um contador.
A Reforma Tributária extingue o Lucro Presumido?
Não. O Lucro Presumido continua valendo para IRPJ e CSLL; o que muda é que PIS, Cofins, ICMS e ISS serão substituídos por CBS e IBS ao longo da transição.
Como fica a tributação da distribuição de lucros para pessoa física?
Em regra, a distribuição de lucros no Lucro Presumido é isenta de Imposto de Renda até o valor do lucro presumido apurado. Se a empresa quiser distribuir um valor maior, alegando lucro contábil superior, precisa manter escrituração contábil completa (ECD) comprovando esse resultado — sem isso, o excedente pode ser tributado como rendimento do sócio.