Resposta rápida: A carga tributária de várias empresas do Lucro Presumido vem subindo em 2026 por uma combinação de fatores: revisão de percentuais de presunção para certas atividades, fim de benefícios de desoneração da folha em alguns setores, e o início da fase de testes da Reforma Tributária (CBS), que já traz ajustes de rotina e custo de conformidade para quem está nesse regime.
Lucro Presumido continua sendo vantajoso?
O Lucro Presumido segue sendo, para muitas empresas de serviços e comércio com margem de lucro real acima da presunção legal, um regime mais simples e frequentemente mais barato que o Lucro Real. O ponto de atenção em 2026 é que a margem de vantagem vem diminuindo para alguns setores, o que exige revisar o enquadramento com mais frequência do que no passado.
Por que a carga está subindo
- Revisão de percentuais de presunção: setores com discussões sobre a base de cálculo do IRPJ/CSLL podem ver o percentual de presunção da atividade se aproximar mais da margem real, reduzindo a vantagem do regime.
- Fim de desonerações setoriais: benefícios como a desoneração da folha de pagamento vêm sendo reduzidos gradualmente para alguns setores, aumentando o custo com contribuição previdenciária.
- Início da CBS em fase de testes: mesmo com alíquota simbólica durante a fase de teste da Reforma Tributária, a rotina de apuração já exige adaptação de sistemas e processos, o que tem custo.
- Fator R e enquadramento: empresas de serviço que erram o cálculo do Fator R — quando aplicável na comparação com o Simples — acabam pagando mais do que deveriam por enquadramento incorreto.
Como o Lucro Presumido é calculado
No Lucro Presumido, o IRPJ e a CSLL incidem sobre uma base presumida de lucro, calculada aplicando um percentual (que varia por atividade, geralmente entre 8% e 32% do faturamento) sobre a receita bruta. PIS e Cofins são apurados pelo regime cumulativo, com alíquotas menores que no Lucro Real, mas sem direito a créditos.
| Tributo | Como incide no Lucro Presumido |
|---|---|
| IRPJ | 15% sobre a base presumida, mais adicional de 10% acima do limite trimestral |
| CSLL | 9% sobre a base presumida |
| PIS/Cofins | Regime cumulativo, sem direito a créditos |
| ISS/ICMS | Conforme a legislação municipal/estadual da atividade |
Consulte também como funciona o cálculo de PIS/Cofins e compare com a comparação entre Lucro Real, Presumido e Simples Nacional para revisar se o regime ainda é o mais vantajoso para o seu negócio em 2026.
O que fazer antes de decidir permanecer no regime
- Recalcule a margem de lucro real da empresa nos últimos 12 meses e compare com o percentual de presunção da sua atividade.
- Reavalie o impacto de eventuais mudanças em benefícios de folha de pagamento no seu setor.
- Simule o resultado no Lucro Real, considerando os créditos de PIS/Cofins não cumulativos possíveis nesse regime.
- Avalie o custo de conformidade da transição da Reforma Tributária para cada regime.
Impacto da Reforma Tributária
Durante a transição da Reforma (2027–2033), o Lucro Presumido continuará existindo para fins de IRPJ e CSLL, mas PIS e Cofins serão substituídos pela CBS, e ICMS/ISS pelo IBS. Isso significa que a lógica de presunção sobre IRPJ/CSLL não muda diretamente, mas a apuração de CBS e IBS passa a seguir as regras do novo sistema — geralmente sem os benefícios do regime cumulativo que hoje reduzem a complexidade do Presumido.
Fontes oficiais
Conteúdo atualizado em setembro de 2026. Material informativo; confirme com seu contador.
